sexta-feira, 21 de fevereiro de 2014

BATISMO E RENOVAÇÃO DE VOTOS? - 'cuma qui é"....


Re-batismos no rio Jordão

Vez que outra as pessoas me perguntam qual o posicionamento bíblico dos re-batismos feitos por membros das igrejas no rio Jordão, no mar da Galileia ou em qualquer parte da terra de Israel. 

Na realidade, criou-se uma mística de que os peregrinos ao serem re-batizados no rio Jordão são mais abençoados do que se forem batizados num tanque de igreja ou num rio de nossa cidade. 

Além de mergulham nas águas batismais em lugar errado, pois que Jesus se batizou do outro lado da foz do Jordão, onde hoje está o país da Jordânia. 

Mas, este não é o caso. 

Se for por uma questão de mística somente este fator já desmistificaria e deixaria sem encanto a prática do re-batismo.

1. O erro teológico começa a partir da mistificação da terra de Israel como terra santa, e Jerusalém como cidade sagrada. 

Ora, aos olhos de Deus Israel é tão miserável e pecadora como qualquer nação e Jerusalém tão corrupta como Sodoma e Gomorra. 

Como Deus vê Israel hoje? 

Terra santa? 

Como ele vê Jerusalém? 

Cidade santa? 

Não, isto é misticismo dos cristãos que ao longo dos séculos veem Jerusalém como lugar santo, ignorando que a verdadeira Jerusalém é a Igreja (Hb 12.22). 

“Mas, tendes chegado ao monte Sião, e à cidade do Deus vivo, a Jerusalém celestial...”.

Como Jesus se refere a Jerusalém? 

Como Sodoma e Egito: “Quando tiverem, então, concluído o testemunho que devem dar, a besta que surge do abismo pelejará contra elas, e as vencerá, e matará, e o seu cadáver ficará estirado na praça da grande cidade que, espiritualmente, se chama Sodoma e Egito, onde também o seu Senhor foi crucificado” (Ap 11.7-8).

Que lugar é este? 

Jerusalém! 

Como Jesus a vê? 

Não como cidade santa, mas como Sodoma e Egito! 

A igreja, sim, Jesus a vê como povo santo e cidade santa!

2. Os que tiveram a oportunidade de visitar Jerusalém e andaram pelas ruas da cidade velha devem ter visto árabes, judeus e cristãos ávidos por dinheiro em seus negócios. 

Explorando os “lugares” santo, vendendo vidrinhos de água do rio Jordão, areia de Israel, óleo de oliveira, e os crentes compram essas coisas como amuletos; e usam como elementos esotéricos em suas casas.

Ora, não é por ser óleo, vinho, sal, água ou terra de Israel que é mais santo que esses elementos comprados no boteco da esquina. 

E caem nesta cilada muitos pastores, achando que o óleo trazido de Israel é mais “santo” que os óleos comprados aqui.

3. Os que visitam os lugares chamados “sagrados”, que de sagrados nada têm, precisam pagar para entrar nas “igrejas”, nos locais “santos” etc. 

Que lugares santos são estes que para se ter acesso é preciso pagar? 

Na realidade cristãos e judeus exploram a fé dos peregrinos, da mesma maneira que os judeus eram explorados nos dias de Jesus quando vinham de todas as cidades para prestar culto no templo em Jerusalém e tinham que pagar o  preço que os cambistas estipulavam!

4. Os re-batismos no rio Jordão são também uma fonte de lucro para líderes de caravanas de peregrinos e para os judeus que ganham dinheiro explorando a mística e a fé dos crentes que querem se re-batizar.

Agora vejamos a questão do batismo como ele é apresentado nas Escrituras:

A Bíblia fala que “há um só Senhor, uma só fé, um só batismo” (Ef 4.5), o que implica afirmar que Paulo não está falando de métodos de batismo, seja com pouca água, com muita água; em piscina ou em água corrente. 

Por que?

 Porque o batismo é um testemunho público de fé. 

No batismo o crente está declarando ao mundo, ao diabo, às forças espirituais, aos seus amigos e parentes, que renuncia ao mundo e seus prazeres e que viverá unicamente para Cristo.

No ato do batismo várias coisas acontecem:

1. Somos batizados no corpo de Cristo, isto é, na sua morte: “Ou, porventura, ignorais que todos nós que fomos batizados em Cristo Jesus fomos batizados na sua morte?” (Rm 6.3-4; Cl 2.12).

2. O batismo serve de garantia de nossa ressurreição: “Porque, se fomos unidos com ele na semelhança da sua morte, certamente, o seremos também na semelhança da sua ressurreição” (Rm 6.5). 

A palavra “unidos” aqui no texto significa inserir ou ser enxertado em Cristo, como se enxerta uma planta na outra fazendo que a seiva de uma corra pelo tronco da outra.

3. O batismo fala de uma nova vida (Rm 6.5).

3. Por implicação o batismo insere o crente no corpo de Cristo, a igreja. 

Esta é a herança apostólica que perdura até os dias atuais. 

Somos parte da igreja através do batismo. 

Tanto nós, pentecostais, que cremos no batismo em águas, quanto os que creem no batismo por aspersão em adultos e até os que batizam crianças creem na mesma verdade: Que a pessoa é inserida no corpo de Cristo pelo batismo. 

Esses últimos creem que, quando se chega a idade mais adulta o catecúmeno faz sua profissão de fé para ser aceito na igreja.

Quando o autor, ao abordar os fundamentos da fé fala aos hebreus sobre “ensino de batismos”, certamente se refere ao batismo e suas multiplicas consequências, bem como o batismo no Espírito Santo. 

Vários comentaristas concordam entre si que se trata de um só batismo com ritos diferentes, já que está conectado com a imposição de mãos. 

Os pagãos, primeiramente faziam confissão de pecados, recebiam imposição de mãos e então eram batizados.
Por que o re-batismo não é bíblico nem recomendável?

1. Porque, pelas colocações acima o crente que se re-batiza está negando seu primeiro batismo, afirmando que ele não foi eficaz.

2. Nega seu primeiro batismo afirmando que ele só é válido se feito no rio Jordão em condições especiais. Deixa implícita a ideia de que, por suas obras (porque teve dinheiro) pôde se batizar no rio Jordão.

3. Nega a fé que recebeu por herança do ensinamento apostólico nas Escrituras do Novo Testamento e reconfirma a fé através de um diploma que recebe em Israel – que certamente adornará a parede de sua casa ou escritório como testemunho de sua negação ao primeiro batismo.

4. É a partir do entendimento de que existe apenas um batismo que desde tempos antigos a Assembleia de Deus aceitava as pessoas, como membros quando estas eram batizadas nas águas nas igrejas Batistas, sem a necessidade de um novo batismo.

5. Os Mórmons e outras seitas têm seu próprio ritual de batismo. 

No caso dos mórmons o batismo só pode ser feito em templos para tanto consagrados – são vários no Brasil – e nunca nas igrejas dos bairros e das cidades. 

Nos templos é que as pessoas se batizam pelos mortos, e creem que por seu ato de batismo salvam seus ancestrais. Biblicamente não existe base alguma para tal prática.

E muito mais pode ser acrescentado.

Pr. João A de Souza 

Pr. Daniel S Acioli






terça-feira, 11 de fevereiro de 2014

FATOS DA VIDA MINISTERIAL


Fatos da Vida Ministerial
Ao longo destes quarenta e cinco anos de caminha no minstério já vi muita coisa!
 Quero compartilhar aos mais novos e dar um lembrete aos mais velhos!
 Os fatos dentro do agir ministerial poderiam ser diferentes, mas, nem sempre é o que desejamos!

Em Gl 5:21, 22 , nos diz: Invejas, homicídios, bebedices, glutonarias, e coisas semelhantes a estas, acerca das quais vos declaro, como já antes vos disse, que os que cometem tais coisas não herdarão o reino de Deus.

22 Mas o fruto do Espírito é: amor, gozo, paz, longanimidade, benignidade, bondade, fé, mansidão, temperança.

“Um certo Pastor foi pastorear uma determinada Igreja ao qual só tinha quatro membros efetivos.

Ele com sua esposa deram inicio à ministração da Palavra de Deus e muitas pessoas se converteram a Jesus com evidente alegria de coração.

Tudo corria bem!

A assistência aos cultos subiu para 50 pessoas, logo atingiram o número de 70 e em poucos meses chegaram a 100 membros.

Havia um sentimento de regozijo, de animação e de adoração.

Quando tomou pulso do trabalho notou que os quatro irmãos, membros fundadores da Congregação tinham chaves da porta do templo.

Mas nunca as portas eram abertas no horário previsto o que ocasionavam atraso no início dos  Cultos semanais.

Aquele Pastor pediu uma cópia da chave  e tomou a iniciativa de abrir as portas do salão com relativa antecedência.

Antes de o povo chegar, o Pastor e sua esposa limpava os bancos, os banheiros e os móveis do púlpito.

Compraram diversos vasos com flores e enfeitaram o salão.

Houve uma mudança radical no aspecto visual da Igreja, o que agradou a todas as pessoas.

Menos um.

O irmão que por algum tempo foi dirigente do trabalho, encheu-se de raiva contra o referido Pastor.

Mas ele não sabia de sua oposição.

Daí ele abriu a boca e levantou uma calúnia sobre o procedimento daquele pastor.

Antes devo explicar que a inveja se expressa de forma verbal, procurando atingir a honra de outrem.

A Palavra de Deus examina o contexto da língua de forma mais completa e penetrante que qualquer outra parte do Novo Testamento (Tg 1:26).

 Jesus também se referiu ao uso da língua, dizendo “que a boca fala do que está cheio o coração”.

Nós revelamos o nosso caráter de forma bem visível através da nossa língua, isto é, das palavras que pronunciamos.

Inveja leva as pessoas às raias da calúnia, da insensatez, da mentira.

No texto de Pv 6:16-19, encontramos sete coisas abominadas pelo Senhor.

Delas, três se relacionam com a língua: a língua mentirosa, a testemunha falsa, e o que semeia contenda entre os irmãos.

As três são filhas da inveja!”

 Até que num dia calmo e sem perspectiva de problemas, descobriu um fato inusitado, incomum para quem se deleitava em jogar pedras.

A máscara foi tirada e surgiu...

A Inveja Destrói

...Surgiu um homem invejoso.

O nosso irmão, exímio zombador e crítico, estava vivendo em mentira.

Seu lar foi destruído.

Quando o caso veio à tona, e todos tomaram conhecimento, o seu ministério foi destruído.

A inveja destrói qualquer obra de Deus na vida de uma pessoa; até mesmo o ministério pastoral.

Esse nosso irmão era mais capacitado intelectualmente do que aquele pastor, pois era diplomado em curso superior àquele pastor!.

Charmoso, era considerado bonito pela “moçada”, e contava com a simpatia e a amizade de toda a igreja; membro de uma família influente; as suas mensagens eram profundas e carregadas de teor bíblico.

Aliás, ele pregava dez vezes melhor do que o referido Pastor.

Mas tudo foi de roldão por água abaixo.

Hoje, ele não é absolutamente nada na obra de Deus.

A raiz de todos esses males está relacionada intimamente na evasão do pecado da inveja.

A raiz brotou, cresceu, foi adubada com palavras de zombaria e frutificou para a destruição.

Nossa oração ao Senhor é constante: “Deus, não permita que venhamos a trilhar pelo caminho da crítica. Livra-nos da inveja.

Livra-nos de pronunciar palavras ferinas que possam machucar alguém”.

Quando algum obreiro do Senhor assume o púlpito de alguma igreja, e pela oração o paralítico levanta, irmãos são batizados com o Espírito Santo e vidas são salvas; quando notamos que esse obreiro é cheio da graça de Deus e dons espirituais, a minha reação é sempre a mesma: desejar o melhor para ele, orar por ele.

Quero seguir seu exemplo e também ser achado como obreiro qualificado no propósito que o Senhor tem para mim.

Deus não distribui tudo para todos, não.

Algumas pessoas recebem menos aqui no mundo; umas sofrem mais do que as outras; são mais pobres; mais incultas; menos inteligentes.

Precisamos aprender esta verdade.

Uns são doutores, outros são pescadores.

A inveja está qualificada no nível da prostituição, do adultério, da heresia etc confira em  Gl 5:19-21, os que cometem tais coisas fora do reino ficaram.

Precisamos da graça de Deus para não cair no precipício da inveja.

Que o Senhor nos guarde; que o Espírito Santo nos encha da Sua presença derramando-se em nossa vida; e que todo espírito de inveja que se levantar contra nós, seja repreendido em nome de Jesus.


Como diz o velho ditado: Viu a barba do vizinho arder? Põe a sua de molho!


Que Deus nos abençoe...

RECOMPENSAS E LAMENTAÇÕES

RECOMPENSAS E LAMENTAÇÕES Texto: 1Corítios 3.1,23 Introdução: Um dos maiores problemas no mundo cristão é tratado na passagem que tem...