quinta-feira, 11 de setembro de 2014

Mudanças ou Transferencias Pastorais




Prezados companheiros!

Há algum tempo prometi postar algo sobre o pastor e a sucessão pastoral e suas consequências!

Não é meu proposito atingir qualquer companheiro que coincidentemente estiver entre as minhas observações, são quarenta e seis anos como obreiro e por bondade de Deus estou presidindo a segunda igreja nestes últimos  trinta anos e não creio que Deus nos chama para ser um mala nas costas e mudando todo ano ou não se integrando á vontade Divina no lugar determinado pelo Senhor

Confesso que estou preocupado com os desdobramentos com o rumo que estes eventos estão tomando!

Compreendo que a mudança de um pastor de uma igreja ou ministério para outro não é nada fácil!

Adaptar se ao novo campo, povo, costumes, ministério, região, hábitos apreendidos ao longo dos anos enfim é uma tarefa hercúlea e posso afirmar não é fácil para aquele pastor e a referida igreja que o recebe!

Porém, o que fazemos para que isso se torne aceitável e á medida que passa os meses, anos seja próspero aquele ministério e pastor?

Os traumas e mazelas que ocorrem muitas vezes são provocados pelos pastores e isso tem trazido enormes problemas para ele, família, igrejas e ministérios!

Eis a questão?

O conceito ministerial é uma questão a ser discutida e procurarmos saber se todos os que desejam ser pastor, entendem o que é ser pastor na essência!

A responsabilidade pastoral é muito mais que possuir uma credencial com a indicação que o portador é ministro do evangelho!

Preocupado com o legado que devemos deixar aos que nos substituirão nas lides pastorais.

Pretendo trazer aos meus amigos e irmãos uma pequena reflexão sobre o que será da igreja diante do quadro que estamos presenciando, o ministério para alguns é apenas uma forma de sobrevivência ou meio de vida e com isto a qualidade que deveria ser comprometida com a Palavra de Deus e ao próprio Deus está em decadência horrível e a olhos vistos o prejuízo é enorme!

O que é ser pastor?

É aquele que é chamado, vocacionado e dedicado ao rebanho do Senhor Jesus Cristo, pois, Ele pagou um alto preço na cruz!

Mas?

Não será que vale a pena observar certos critérios ou detalhes para não causar impacto negativo naquele campo e com isto os prejuízos seriam evitados?

O que vemos hoje nos arraiais que chamamos de ministério?

Vaidade de vaidade, orgulho, soberba, status, traição e sofismas, astúcia, engano, interesse pessoal acima da vontade Divina para o chamado pastor.

Vejamos em particular a questão ética sobre a sucessão pastoral!

Como devemos proceder com o nosso antecessor?

Como agir com o ministério que assumimos nos primeiros dias e meses de presidência pastoral?

Como administrar os bens e patrimônio adquiridos por aqueles que naquele lugar estiveram?

Como conservar o rebanho ou igreja dentro da perspectiva pastorais sem provocar prejuízos no aspecto doutrinário e cultura local?

Quando um pastor é convidado para assumir um novo campo eclesiástico, como se portar, agir, proceder?

Muitos no afã de aparecer e mostrar-se superior ao pastor que substituiu, começa antes de conhecer o novo campo, tomando decisões sob a ideia que mudando o sacerdote, muda-se a lei!

E o prejuízo é logo sentido e os comentários ruins começam a circular e não há como evitar!

E o resultado?

Mudança de campo!

Questiono, e o prejuízo deixado?

O patrimônio perdido?

O templo vendido a preço de banana, para comprar o automóvel de luxo e a cidade é pequena, onde todos conhecem todos!

Comentários negativos surgem entre os membros da igreja por que questionados pela sociedade local vê que o Templo Sede ou congregação está necessitado de reforma, mas, o "pastor" não aceitou a usar o veículo adquirido ás duras penas pelo antecessor, e simplesmente vai lá e troca de automóvel!

Critica o antecessor descaradamente, quando devia fazer o seu trabalho, dando continuidade sem preocupações com o passado do companheiro de ministério!

Outros há que antes de ser empossado já telefona para o tesoureiro e quer saber da renda eclesiástica e já afirmam que não aceitam o mesmo pagamento e determinam o quanto e mais isso e aquilo, a casa pastoral não serve, tem que alugar outra em região à altura do seu cargo!

Companheiros de lides ministeriais devem se esforçar para que o seu substituto tenha a melhor recepção possível!

Nossos ministérios são distintos!

Não há um só pastor idêntico ao seu companheiro, daí fazer comparações é temeridade!

Deus ao nos chamar para o seu trabalho nos capacita de forma tal que nós completamos quando temos visão de Reino de Deus!

Imagine vocês, quando torço ou alimento sentimentos de derrota para o meu irmão no seu ministério ou rogo sobre ele palavras de maldição, o prejuízo é de quem?

Não é a Igreja?

O campo ministerial assumido ou que foi entregue em um culto de posse e boas-vindas?

A hipocrisia de muitos que intitulam "Ministros do Evangelho" é uma vergonha!

Pois!

O problema de um campo ou igreja perdendo membros, obreiros e outras coisas mais, porventura não é ação diabólica contra o reino de Deus?

E logo eu, que me apresento como ganhador de almas estou torcendo que o meu substituto seja desgraçadamente prejudicado, esquecendo-me que a Igreja pertence ao Homem das mãos furadas?

E aquele obreiro orgulhoso que ao assumir o novo campo diz: Cheguei aqui e não encontrei nada!

Espera aí!

Isso é no mínimo uma ofensa aos pioneiros daquele lugar!

Cada um faz o que está apto a fazer, eu não tenho o direito de criticar aqueles que me antecederam, até por que não há ninguém insubstituível e melhor prova disso é o cemitério, está cheio de homens e mulheres que um dia ocuparam lugares de destaque na sociedade, mas, veio a morte e os ceifaram!

E com isto vieram os substitutos!

Porque então o orgulho?

Não moro nessa casa!

Não ando nesse carro!

Não visito, dou atendimento no Gabinete Pastoral!

Não como isso ou aquilo!

(Salvo um problema de saúde)

Outros há que ao assumir seu novo campo de atividades, logo se dispõe a vender propriedades adquiridas com sacrifício, lágrimas, economias...etc..

Trocando terrenos por veículos de luxo para esnobarem naquela pequena cidade do interior!

Não é à toa que muitos crentes deixam de contribuir em razão destas atitudes impensadas e que eivadas de soberba dizem: Sou filho do Rei!

Alguém dirá: Então eu não posso ter um bom veículo?

Uma boa casa?

O que prego e procuro é o que chamo de equilíbrio!

Veja a média daquele campo ou igreja, viva de acordo com a média da membresia que pastoreia, não queiras esnobar com os recursos doados, ofertados com liberalidade dos crentes na Palavra de Deus!

Tenhamos temor de Deus e sua Palavra!

Quem é fiel no pouco sobre o muito é colocado, mas isto não nos dá o direito de esbanjar, gastar sem respeito, devemos entender que essa contribuição é de todas as camadas sociais de nossas igrejas!

Assim como o empresário, fazendeiro ou empregado, profissional liberal, há também a contribuição do aposentado, daqueles que ganham apenas o salário mínimo, mas, pela fé contribuem com alegria!

Pastores devem ter essa mentalidade que um dia havemos de prestar contas e diante desse Senhor que é Onisciente, Onipotente e Onipresente; Não haverá como escapar!

Creio que voltarei ao assunto!


Deus tenha piedade de nós seus servos!

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