segunda-feira, 13 de fevereiro de 2017

O TEMA CENTRAL DAS ESCRITURAS 

Jesus é o tema central das Escrituras Sagradas.

Ele mesmo assim declarou: "A seguir Jesus lhes disse: São estas as palavras que eu vos falei, estando ainda convosco, que importava que se cumprisse tudo o que de mim está escrito na Lei de Moisés, nos Profetas e nos Salmos"(Lucas 24.44).

"Examinais as Escrituras, porque julgais ter nelas a vida eterna, e são elas que testificam de mim"(João 5.39).

Se olharmos com cuidado, veremos que em tipos, figuras, símbolos e profecias,

Jesus ocupa o lugar central das Escrituras, isto além da sua manifestação, como está registrado em todo o Novo Testamento.

Cristo, de Gênesis a Apocalipse

Em Gênesis, Ele é o descendente da mulher.

Em Êxodo, Ele é o nosso Cordeiro Pascal.

Em Levítico, é o nosso Sacrifício pelo pecado.

Em Números, é aquele que foi levantado para a nossa cura e redenção.

Em Deuteronômio, é o Verdadeiro Profeta.

Em Josué, é o Capitão da nossa salvação.

Em Juízes, é nosso Juiz e Libertador.

Em Rute, é o nosso Parente Resgatador.

Em Samuel, Reis e Crônicas, é o nosso Rei.

Em Esdras e Neemias, é o nosso Restaurador.

Em Ester, é o nosso Advogado.

Em Jó, é o nosso Redentor que vive.

Em Salmos, é o nosso Socorro e Alegria.

Em Provérbios, é a Sabedoria de Deus.

Em Eclesiastes, é o Alvo Verdadeiro.

Em Cantares de Salomão, é o Amado da nossa alma.

Em Isaías, é o Messias que há de vir.

Em Jeremias e Lamentações, é o Renovo da Justiça.

Em Ezequiel, é o Filho do homem.

Em Daniel, é a Pedra que esmiuça.

Em Oséias, é Aquele que orienta o desviado.

Em Joel, é o Restaurador.

Em Amós, é o Divino Lavrador.

Em Obadias, é o nosso Salvador.

Em Jonas, é a nossa Ressurreição e Vida.

Em Miqueias,é a Testemunha contra as nações rebeldes.

Em Naum, é a Fortaleza no dia da angústia.

Em Habacuque, é o Deus da nossa salvação.

Em Sofonias,é o Senhor Zeloso.

Em Ageu, é o Desejado de todas as nações.

Em Zacarias, é o Renovo da Justiça.

Em Malaquias, é o Sol da Justiça.

Em Mateus, é o Messias Prometido.

Em Marcos, é o Servo de Deus.

Em Lucas, é o Filho do Homem.

Em João, é o Filho de Deus.

Em Atos, é o Senhor Redivivo.

Em Romanos, é a Nossa Justiça.

Em 1Coríntios, é o Senhor Nosso.

Em 2Coríntios, é a nossa Suficiência.

Em Gálatas, é o nosso Libertador do jugo da Lei.

Em Efésios, é o nosso Tudo em todos.

Em Filipenses, é a nossa Alegria.

Em Colossenses, é a nossa Vida.

Em 1Tessalonicenses, é Aquele que há de vir.

Em 2Tessalonicenses, é o Senhor que vai voltar.

Em 1Timóteo, é o nosso Mestre.

Em 2Timóteo, é o nosso Exemplo.

Em Tito, é o nosso Modelo.

Em Filemom, é o nosso Senhor e Mestre.

Em Hebreus, é o nosso Intercessor junto ao trono de Deus.

Em Tiago, é o nosso Modelo singular

Em 1Pedro, é a Preciosa Pedra Angular da nossa fé.

Em 2Pedro, é a nossa Força.

Em1João, é a nossa Vida.

Em 2João, é a nossa Verdade.

Em 3João é o nosso Caminho .

Em Judas, é o nosso Protetor.

Em Apocalipse, é o nosso Rei Triunfante

quinta-feira, 9 de fevereiro de 2017

Uma igreja governada por crianças e mulheres

A igreja brasileira está em crise.

Excetuando-se aqui e ali um grupo denominacional ou outro a igreja se parece com a narrativa de Isaías 3: “Os opressores do meu povo são crianças, e mulheres estão à testa de seu governo. Oh! Povo meu! Os que te guiam te enganam e destroem o caminho por onde deves seguir” (Is 3.12).
Estaria Isaias afirmando que crianças estavam governando Israel e que mulheres lideravam a vida espiritual da nação?
É certo que não.
Não se trata, necessariamente de crianças, literalmente, mas de líderes que agem como crianças e, de homens com espírito feminista (nada a ver com efeminados) que estão à frente da igreja.
O texto fala “dos que te guiam” e, sabe-se que quem guia a igreja são seus pastores – hoje agindo sob diversos títulos, Irmão, Presbítero, Líder, Pastor, Bispo, Apóstolo, Profeta, Patriarca etc.
Se alguém pudesse voar como o vento percorrendo todos os recônditos das igrejas-mil em todos os lugares se aperceberia dessa verdade.
Pastores que agem como crianças.
O povo carece de líderes fortes e não de crianças na liderança.
No Antigo Testamento, inda que um menino fosse coroado rei com oito anos de idade quem governava era o profeta ou o sacerdote que eram seus mentores.
A infantilidade tomou conta de muitas igrejas.
Obreiros são separados para a liderança sem experiência ministerial alguma, enquanto os que têm vasta experiência ministerial com anos de caminhada na vida cristã na igreja local são alijados a segundo planos tidos como “velhos”, “atrasados”, “desatualizados” ou incapacitados para a formar uma equipe pastoral dinâmica.
Assemelham-se as novas lideranças ao filho de Salomão, Reoboão que não quis ouvir o bom conselho dos anciãos e deu ouvidos aos jovens que com ele cresceram: Resultado: Divisão do reino.
As crianças gostam de inovar e são como borboletas inquietas pulando de experiência em experiência que logo cansam da brincadeira e partem para novos divertimentos.
Não se trata aqui de mudanças culturais, dos ambientes de culto, da iluminação e da música; trata-se, sim, dos alvos e objetivos da existência da igreja que é esquecida pelas crianças que gostam de seguir seus novos caminhos.
Não se tem em mente aqui a cultura do vestir – para homens e mulheres – mas, em refletir que a nova maneira de se vestir reflete a falta de espiritualidade das pessoas, e a falta de santidade interior.
As crianças não têm um propósito definido e não sabem sequer o propósito de sua existência.
Isaías afirmou que “os opressores do meu povo são crianças”.
Ora, como uma criança pode ser opressora?
Simples!
Tome-se como exemplo a maneira como as crianças são criadas nos dias de hoje mandando e desmandando, exigindo e ordenando o que querem a seus pais.
Assim, são também os líderes, com espírito de crianças que oprimem – afinal estão na liderança e têm em seu poder o querer e o fazer.
E a igreja está entregue a crianças fanfarronas que utilizam os meios de comunicação para promover suas idiotices, arrecadar dinheiro, criar seu império denominacional cometendo toda espécie de asneira espiritual, tendo seguidores aos borbotões por todo o Brasil.
Estes se comportam como Xuxa e Eliana divertindo outrora as crianças.
Uma criança gosta de se vestir de super-homem?
Tem o que gosta de se vestir de Flintstone.
A criança gosta de construir brinquedos?
Tem um que constrói réplicas de templo.
Uma criança gosta de ser cowboy?
Tem o apóstolo cowboy.
Tem a criança que se veste de Sol e poderia enumerar dezenas de crianças brincando de igreja pelo Brasil, corrompendo o evangelho de Jesus Cristo enquanto se enriquecem e se exaltam como se os tais fossem.
Crianças-pastores que vendem óleo ungido, água ungida, sandálias ungidas, colher de pedreiro ungidas e, como crianças que gostam de brincar de casinha com seus amiguinhos, esses pastores crianças tornaram-se a vergonha da igreja e deixaram o dono da Igreja, Jesus, muito triste!
A propósito, criança gosta de aparecer!
Pastores que agem como mulheres.
“Os opressores de meu povo (…) são mulheres (que) estão à testa do seu governo” (Is 3.12).
Tomar este texto de forma literal seria debochar de muitas mulheres que fazem a obra de Deus com sinceridade.
Pode-se aplicar este versículo aos homens frouxos que não sustentam sua autoridade porque possuem um espírito feminista.
Não que sejam efeminados, nada disso, são homens e bem homens, mas reagem e lideram como se fossem mulheres.
Credita-se ao filósofo grego Diógenes a história de que andava sempre com uma lanterna ou um facho acesso mesmo durante o dia.
Perguntado por que, respondeu: “Ando à procura de um homem”. Moisés foi aconselhado por seu sogro a escolher para sua equipe “homens de verdade” (Ex 18.21), porque homem, não é homem só porque tem corpo, voz e gestos de homem; homens de verdade começam a se tornar raridade nesses dias.
Davi, antes de morrer disse a Salomão: “Sê homem! ” (1 Rs 2.2).
O que se quer afirmar aqui é a necessidade de termos homens com caráter masculino para fazer frente aos desafios ministeriais.
Steve Clark, psicólogo americano chama os homens fracos de “homem feminizado” – diferente de afeminado. Ele escreveu: “Um homem feminizado é alguém que aprendeu a se comportar ou a reagir de forma mais apropriada às mulheres.
O homem feminizado é normal em sua masculinidade, aceita-se bem como homem e não tem tendência alguma ao homossexualismo, e, no entanto, pode ser tão influenciado pelas mulheres, ou identifica-se plenamente num mundo em que as mulheres são dominadoras, que muitos de seus interesses e traços são mais femininos que masculinos… costuma, muitas vezes, ficar ao lado do que as mulheres dizem ou opinam, e reage favoravelmente ao que dizem os demais homens feminizados ou efeminados, e muitas vezes tem dificuldades de se relacionar num grupo totalmente masculino”
Pois, esses homens feminizados que aderiram ao empoderamento das mulheres (empoderamento, palavra criada pela esquerda política para dar poder às mulheres), estão à frente da igreja, como disse Isaias, guiando e destruindo o caminho por onde o povo deve seguir. “Destruindo o caminho”.
Deus traçou um caminho para a Igreja; essa gente destrói o caminho de Deus!
Na realidade, são pastores e líderes da igreja que se deixam guiar pelo sussurro leve, suave e adocicado de suas esposas quando estão ao lado delas conversando no leito conjugal sobre os assuntos da igreja.
A igreja vem sendo guiada e tendo o seu caminho destruído por esse tipo de liderança feminizada.
E, mesmo em denominações históricas como a dos Batistas, Presbiterianos e Assembleias de Deus muitos dos desvios doutrinários desses grupos se devem ao sopro sutil das esposas de líderes que, por trás dos bastidores fazem dos seus maridos pastores feminizados.
Não foi esta a experiência de Salomão?
Fiel a Deus, no fim da vida se deixou levar pelos conselhos de suas esposas e até altares e templos construiu para que adorassem seus deuses em Jerusalém.
Salomão era homem, mas no fim da vida tornou-se um homem feminizado, levado pelas mulheres!
Não se está afirmando aqui que esse escritor tem uma visão cósmica da igreja e que, de longe e cosmicamente vê até mesmo suas entranhas, seu governo, sua liderança e seus objetivos; mas, examinando o contexto da igreja consegue-se ver claramente que este texto de Isaías pode ser aplicado ao atual estado da igreja.
Que Deus levante homens de verdade!
Autor: Pr. João A. Souza 

quinta-feira, 2 de fevereiro de 2017

O que é o MDA?

                                                                      por Ciro Sanches Zibordi

De modo geral, as igrejas evangélicas têm adotado dois modelos de discipulado. O primeiro, ortodoxo, prioriza o Evangelho e emprega os “ultrapassados” cultos de ensino, Escola Dominical e cursos teológicosJá o segundo, heterodoxo, prega “outro evangelho”, à base de pragmatismo e utilitarismo, e mescla verdades bíblicas com filosofias antropocêntricas, apesar de utilizar uma metodologia “mais eficaz”, que atende aos anseios do mundo pós-moderno. visão celular” — mais conhecida pelas siglas G12, M12 ou MDA — faz parte do modelo heterodoxo, visto por muitos como uma “quebra de paradigmas” e, ao mesmo tempo, um retorno aos princípios digreja de Atos dos Apóstolos.
MDA (Modelo de Discipulado Apostólico) se baseia no tripé: células, encontros e discipulado um a um, que é uma microcélula ou coração da célulajá que discípulo e discipulador fazem parte da mesma célula. E, embora seu fundador afirme que Deus lhe deu um modelo exclusivo para o Brasil, trata-se de uma espécie de G12. Ele mesmo admitiu que, ao estudar “diferentes modelos de igreja em células, observando-os de perto e gastando tempo com os líderes envolvidos em sua prática, encontramos vários bons modelos, como o [...] ‘Modelo do Governo dos 12’, do pastor Cesar Castellanos, da Colômbia” (HUBER in ZIBORDI2016). Em essência, esses modelos são gêmeos e, de modo patente ou latente, propagam Teologia da Prosperidade, a Confissão Positiva etc.
Nos dois, o templo é usado prioritariamente para celebrações dançantes, visto que o discipulado ocorre nas células, e as ministrações principais, nos encontros. Para ambosa célula é a essência da igrejaonde a vida do Corpo se encontra de forma sintetizada em todos os seus muitos aspectos, tais como: adoração, intercessão, evangelismo, integração, discipulado, treinamento de líderes, comunhão, assistência social etc. (HUBER, 2016). Há alguns anos, um pastor, decepcionado com o MDAme disse: “A primeira coisa que fizemos foi acabar com a Escola Dominical, porque os estudos seriam nas células. O louvor da igreja virou show, tiramos os hinos da Harpa Cristã e colocamos luzes no altar. Fui líder de várias células e cada vez mais me impressionava o desaparecimento da mensagem bíblica, que antes tínhamos”.
Quanto aos encontros do MDA para iniciantes, há vários depoimentos na Internet que nos ajudam a compreendê-los (cf. TOMÁZ, 2016). Eles são realizados em lugares secretos, onde os discípulos são recebidos com muita festa, ficam incomunicáveis por três dias e participam de várias ministrações. A primeira, logo após a chegada, à noite, é Penielpela qual se enfatiza que o discípulo deve ser transformado a fim de participar das próximas ministrações. As luzes, então, se apagam, para que cada um fale com Deus face a face. Após o jantar, todos são aconselhados a dormir e se preparar para o dia seguinte, que “será tremendo”. A segunda ministração, de manhã, é encontro com Deus: os discípulos são acordados e, ainda em jejum, ouvem vários bordões de autoajuda junto com um fundo musical. Eles recebem, ainda, um manto vermelho, para o primeiro ato profético.
terceira é libertação, por meio de imposição de mãos, exorcismo e quebra de maldições. quarta é cura interior, a partir da qual o discípulo, mesmo se sentindo liberto, precisa tratar das feridas da almaconfessando seus pecados e liberando perdão a todos, inclusive a Deus! Tudo ocorre à base de sugestão, com as luzes reduzidas e um fundo musical. Já na parte da noite, vem a quintasonhosos discípulos, “transformados”, expõem seus sentimentos. Novamente com fundo musical, ocorrem mais “atos proféticos”. Em um destes, alguém faz o papel do Tentador, que procura destruir os sonhos das pessoas.
Embora chamada de cruz de Cristo, a ênfase da sexta ministração não recai sobre a obra redentora do Senhor. O MDA é antropocêntrico: apresenta Jesus como um homem que venceu mediante uma declaração de fé no Inferno e ignora que Ele venceu o Diabo e suas hostes na cruz (Hb 2.14,15), ao dizer: “Está consumado” (Jo 19.30).Os participantes, então, recebem pregos e oram de braços abertos até sentirem dores e começarem a chorar. Quandoabaixam os braços, alguém os ajuda a permanecerem “crucificados”. Antes de o local se transformar em uma discoteca, eles — ignorando os gloriosos efeitos da obra expiatória de Jesus, realizada de uma vez por todas (Cl 2.14,15) — fazem uma lista de pecados e a cravam numa cruz
No dia seguinte, vem a sétima ministraçãooração, com músicas de fundo que mantêm os discípulos no “mesmo espírito”. Não há ensino da Palavra de Deus, na prática. E a oração limita-se a “línguas estranhas”sem a observância do ensino de 1 Coríntios 14. Vem então a oitava ministração: nova vida em Cristo, e um discipulador, após ler um texto bíblico, diz a todos“Preparem-se! O mover de Deus está só começando”. E, ao som música pesada, inicia-se uma peça teatral que, de modo tácito, apresenta o Diabo como um ser muito mais poderoso do que é, rebaixando, assim, o Todo-poderoso.Ora, as hostes do mal agem por permissão do Senhorque, no momento certo, as vencerá “pelo assopro da sua boca” (2 Ts 2.8).
Com luzes apagadas e janelas fechadas, os discípulosse ajoelham, e suas cabeças são lavadasAinda há três ministrações, que têm lugar com um “bom” fundo musical“finanças — visando-se a uma “grande semeadura” —, “visão do MDA e “somos amadosNesta, a décima-primeira, o pastor da igreja entra em cena e diz a todos o quanto eles são amadosEnquanto ele ora com muita emoção, mochilas são depositadas aos pés dos discípulos, nas quais há cartas e presentes de familiares e/ou amigos que já fazem parte do MDA. Trata-se de uma estratégia para “fidelizar” o discípulo.
Na última ministração, “batismo com o Espírito Santo”, todos se prostram diante de uma arca; mais um “ato profético”. Em seguida, as luzes se apagam, e eles, de mãos dadas, ouvem mais uma palavra emotiva por parte do pastor, e a histeria toma conta do ambiente. Forma-se uma espécie de “corredor polonês”, por onde os discípulos passam para receber uma “nova unção”, precedida de unção literal e abundante. Eles saem do outro lado — encharcados de óleo —, pulando ou dando gargalhadasalguns até caem ou andam como animais quadrúpedesIgnora-se completamente o que está escrito em 1 Coríntios 14.37-40. E, ainda antes de entrarem no ônibus, os pastores ungem seus pés. Quase todos saem dali dizendo: “O encontro foi tremendo; agora sim eu sei o que é sentir a presença de Deus”.
Os proponentes do MDA dizem que Jesus priorizou o discipulado “um a um”, em que cada discípulo deve estar debaixo da cobertura espiritual” de um discipulador — este, segundo seu idealizador, tem compromisso total de não falar nada para pessoa alguma daquilo que o discípulo confidenciou, a não ser que obtenha primeiramente sua permissão”. Eles também interpretam de modo equivocado a Grande Comissão (Mt 28.19,20), já que supervalorizam “fazei discípulos”, dizendo que isto “tem que ser priorizado, pois sem dúvida é um assunto de máxima importância” (HUBER, 2016).
Como se sabe, a Grande Comissão abarcaevangelização, discipulado e ensino teológico (cf. Mc 16.15; At 1.8)Na ordem “ensinai todas as nações”, verbo (gr. matheteuo) denota “fazer discípulos”, mas em “ensinando-as a guardar todas as coisas”, o verbo, literalmente, significa “doutrinar” (gr. didasko), que envolve metodologia e sistematização. E, aqui — diferentemente do primeiro caso — o tempo verbal indica que o ensino teológico, e não o discipulado, deve ser contínuo. Segue-se que as igrejas que priorizam a Escola Dominical e dão ênfase ao ensino teológico, que abrange doutrinas fundamentais como Trindade, Cristologia, Soteriologia, Pneumatologia etc., estão sendo fiéis ao que o Senhor Jesus ordenou!
Quanto ao MDA, como vimos, a ênfase recai sobre prosperidade financeira, batalha espiritual, falsa cura interior etcAdemais, cada discípulo presta contas a um discipuladorque tem o direito de se intrometer na vida pessoal daquele, em seus negócios, decisões e até em sua vida conjugal! Afinal, quem está em uma determinada escala hierárquica “protege” quem está abaixo dela.Resultado: discipulador é uma espécie de “anjo da guarda”. Ou, ainda piorele usurpa lugar do Espírito Santo, pois através da “cobertura espiritual” supostamente impede que seu discípulo se desvie da “visão”.
Diante do exposto, não há dúvida de que o MDA(1999) é irmão mais novo do G12 (1983), e que ambos são “outro evangelho” (Gl 1.8). Atentemos, portanto, para o que a Palavra de Deus diz em 1 Coríntios 15.1,2: “vos notifico, irmãos, o evangelho que já vos tenho anunciado, o qual também recebestes e no qual também permaneceis; pelo qual também sois salvos, se o retiverdes tal como vo-lo tenho anunciado, se não é que crestes em vão”.

Ciro Sanches Zibordi

Referências
HUBER, Abe. A importância da igreja local na visão do MDA. In: ZIBORDI, Ciro Sanches. Sim, o MDA é o irmão mais novo do G12. Disponível em: <http://www.cpadnews.com.br/blog/cirozibordi/apologetica-crista/199/sim-o-mda-e-irmao-mais-novo-do-g-12.html>. Acesso em: 31 dez. 2016.
HUBER, Abe. A visãoDisponível em: <http://www.associacaomda.org/a-visao/>. Acesso em: 20 dez. 2016.
TOMÁZGilmar CaetanoUm engano chamado MDADisponível em: <http://admidia.blogspot.com.br/2014/08/um-engano-chamado-mda-o-que-esta-por.html>. Acesso em: 14 dez. 2016.


Publicado no Mensageiro da Paz, Ano 87, Número 1581, Fevereiro de 2017

AS MARCAS DO DISCIPULADO

AS MARCAS DO DISCIPULADO        Textos: Mateus 16.24 INTRODUÇÃO:  Paulo trazia no corpo as marcas de Cristo Jesus (Gl. 6.17).    ...